A Arca de Noé das sementes
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O banco mundial de sementes, na Noruega, conta desde 2020, com cerca de mil amostras de milho, feijão e trigo enviados por Portugal. Um reforço da chamada "Arca de Noé" dos novos tempos, que guarda mais de um milhão de amostras de todo o mundo. Uma garantia para a humanidade, em caso de catástrofe natural ou de guerra.

Uma das mais importantes reservas de sementes do planeta fica em Braga, onde cientistas e técnicos recolhem e conservam os recursos genéticos vegetais do país, que são depois enviados para o banco mundial de reservas, situado numa ilha gelada da Noruega, a 1300 quilómetros do polo norte. Funciona desde 2008 e tem quase um milhão de amostras.

Nesta reportagem, Ana Maria Barata, responsável pelo Banco Português de Germoplasma Vegetal, revela o espólio nacional. Algumas das sementes enviadas para o cofre mundial têm cerca de 100 anos. A ministra da agricultura, Maria do Céu Albuquerque, dá conta da responsabilidade de Portugal em garantir as variedades de milho mediterrânicas e fornecer vários países, caso venham a precisar.

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O primeiro caso em que foi necessário recorrer ao Svalbard Global Seed Vault (Banco Mundial de Sementes) aconteceu por parte da Síria. A guerra civil destruiu o principal banco de sementes do país, que se tinha salvaguardado enviando material para a Noruega. Em 2015, a Síria teve de reclamar as suas amostras para recuperar culturas destruídas durante o conflito armado.

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Ficha Técnica

  • Tipologia: Reportagem
  • Autoria: Emanuel Boavida / Luís Filipe Pinto / Miguel Cervan
  • Produção: RTP
  • Ano: 2020