A queda da Índia portuguesa e os seus prisioneiros

Em dezembro de 1961, cerca de 4700 militares e polícias portugueses foram aprisonados após o avanço das forças da União Indiana sobre as possessões portuguesas na Índia. Durante cerca de 36 horas, resistiram a forças muito superiores. No entanto, quando regressaram a Portugal, não foram recebidos como heróis, pelo contrário, muitos foram injustamente acusados de traição e cobardia.

Esta é a história dos militares portugueses que durante mais de 40 anos sofreram o estigma da perda da Índia. A pequena guarnição portuguesa, com cerca de quatro mil homens, recebeu ordens de Lisboa para lutar até ao último homem, mas o Governador-Geral, general Vassalo e Silva, compreendeu a inutilidade do gesto. Do outro lado estavam  30 a 40 mil tropas indianas que avançaram por terra, ar e mar, terminando com 451 anos de presença portuguesa no continente.

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Os portugueses foram internados em quatro campos de prisioneiros e esperaram cerca de cinco meses pelas negociações que permitiram o seu repatriamento em maio de 1962. Chegados a Lisboa foram escondidos da população, afastados das forças armadas e esquecidos pela história.

Mesmo o reconhecimento governamental das provações que passaram na Índia só surgiu décadas depois. Para isso, tiveram de se organizar, criar uma associação e lutar para que a sua história fosse finalmente ouvida.

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Ficha Técnica

  • Título: Prisioneiros de Guerra
  • Tipologia: Documentário
  • Autoria: Fernanda Paraíso
  • Produção: Flavour Productions/ RTP
  • Ano: 2022