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Aprender na era digital

Os meios digitais são, em pleno século XXI, uma extensão de nós próprios e a discussão é se alteraram a forma humana de aprender. É hoje de forma diferente do que quando a informação nos chegava apenas através de plataformas tradicionais? Uma questão de estímulos que começou com a televisão e é, na era digital, incontornável.

A questão foi lançada a Célia Oliveira no programa Fronteiras XXI, sobre os limites do cérebro. A especialista em Psicologia Experimental e Ciências Cognitivas acredita que aprendemos hoje da mesma forma que sempre o fizemos. O cérebro trabalha com os mesmos mecanismos, mas a quantidade de estímulos a que estamos expostos é que, sendo muito maior, molda as nossas competências.

A aprendizagem não é diferente, sublinha, mas agimos de outra maneira sobre o saber. As plataformas digitais requerem um menor esforço de atenção e, por outro lado, provocam adição. É sobre estes dois parâmetros que o cérebro age de uma forma modificada. O esforço deixou de ser focalizado e alterou-se a ideia da necessidade de sabedoria por se considerarem os dispositivos digitais repositórios de conhecimento e de memória.

Já Marshall McLuhan, destacado teórico da comunicação do século XX, tinha intuido que as tecnologias foram sempre mais do que simples máquinas. Mudaram comportamentos e formas de pensar. Ao trazerem novas competências, faziam perder outras. Imagens radiológicas revelam alterações neurológicas no cérebro sob o efeito de mecanismos digitais. Se isso vai mudar a forma como aprendemos, só o futuro o dirá.

 

Ficha Técnica

  • Título: Fronteiras XXI - De que é capaz o cérebro humano? - temporada 4, episódio 6
  • Tipo: Extrato de Programa
  • Autoria: Ana Lourenço
  • Produção: RTP / Fundação Francisco Manuel dos Santos
  • Ano: 2020

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