As expedições marítimas portuguesas e o início da globalização

Muito antes das grandes navegações, outros povos tinham ido além das suas fronteiras. As sedas da China e as especiarias da Índia, por exemplo, eram conhecidas e apreciadas há mais de 700 anos no continente europeu. Mas, a partir do século XV, estes mundos que viviam separados, fechados sobre si, passam a estar ligados de forma regular, direta e sistemática por causa das rotas marítimas descobertas pelos portugueses. É o início da mundialização, defende o historiador José Manuel Garcia. Ou, se preferirmos, da globalização.

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Antes de chegarem aos mares do Oriente, os portugueses reuniram experiência e conhecimento em décadas de viagens atlânticas. Navegaram para as ilhas, exploraram a costa africana com barcas e caravelas. Testaram inventos, traçaram mapas rigorosos dos ventos e correntes, aperfeiçoaram artes náuticas que permitiriam aos futuros marinheiros ir mais longe na aventura que o infante D. Henrique promovera no início do século XV.

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Quando Vasco da Gama alcançou a Índia em 1498, concretizou-se a travessia marítima há muito desejada pelos reis de Portugal e abriu-se um capítulo novo na História do mundo. A partir desta viagem, todos os continentes passaram a estar ligados numa teia de relações comerciais e culturais. Aos poucos, os povos até então estranhos uns dos outros, deixavam de o ser. Estava em marcha a globalização.

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Ficha Técnica

  • Título: Visita Guiada — Vasco da Gama e uma Viagem que Mudou o Mundo
  • Tipologia: Excerto de Programa Cultural
  • Autoria: Paula Moura Pinheiro
  • Produção: RTP
  • Ano: 2024