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Dante e a Divina Comédia

Escrita na Idade Média, esta é a viagem de Dante Alighieri ao mundo incerto dos mortos, onde existe o terror da punição e a esperança da redenção, onde os homens são confrontados com a sua verdadeira natureza e pagam pelos seus pecados. Serpentes, demónios e divindades acompanham o poeta na descida ao inferno, na passagem pelo purgatório e na chegada ao paraíso, a última estação desta obra fundamental da literatura. Temos tema para a conversa entre um dramaturgo e um tradutor, para seguir nos próximos minutos.

Os versos desta Comédia não servem tanto o divertimento mas uma reflexão sobre a natureza  humana. Dante viaja ao fim de tudo, ao tempo sem tempo, quando a alma enfrenta a morte e o seu julgamento. Nos subterrâneos do Inferno e no limbo do Purgatório, com visitas guiadas por Virgílio, o clássico autor da Eneida, o poeta conhece vítimas e pecadores, assiste a terríveis tormentos, escuta arrependimentos, confronta-se com a maldade dos homens e ganha outra consciência de si e das multidões que o acompanham. A terceira e última paragem da jornada é o Paraíso, aonde Dante chega conduzido pela amada e pura Beatriz e lhe é concedida a visão de Deus.

Se a peregrinação do italiano Dante Alighieri tem o final feliz apropriado ao ideário cristão medieval, a obra que ficou para a posteridade tem mais do que um sentido teológico. O poema, dividido em três livros – Inferno, Purgatório e Paraíso – “cada um com 33 cantos, e mais um introdutório, o que perfaz o número cem da perfeição divina”, é uma viagem universal com ressonâncias no mundo contemporâneo. Por isso este clássico desafia Miguel Jesus, dramaturgo do Teatro O Bando e Jorge Vaz de Carvalho, tradutor da Divina Comédia.

 

Ficha Técnica

  • Título: Nada Será Como Dante
  • Tipo: Extrato de Programa Cultural
  • Produção: até ao Fim do Mundo
  • Ano: 2019

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