Jorge Ferreira de Vasconcelos, dramaturgo do século XVI
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A obra inteira deste dramaturgo e comediógrafo contemporâneo de Camões e Bernardim, foi proibida pela Igreja. Quase todos os livros de Jorge Ferreira de Vasconcelos desapareceram. Restam cinco, o suficiente para fazer dele um importante autor quinhentista.

Poucos dados biográficos existem sobre o dramaturgo e comediógrafo português que viveu no tempo de Luís de Camões e de Bernardim Ribeiro. Ao contrário dos seus contemporâneos, o nome de Jorge Ferreira de Vasconcelos permanece desconhecido da maioria dos portugueses.

Assim era para Silvina Pereira, diretora teatral e investigadora, que só descobriu o escritor quinhentista por acaso, quando leu “Eufrósina”, uma comédia em cinco atos publicada em 1555. Percebeu de imediato que estava perante um autor importante do teatro clássico português, que era preciso resgatar. Decidiu encenar a peça, estreada em 1995 no Teatro Maizum; dois anos depois seguia-se “Ulissippo” e a terceira, “Aulegrafia”, a próxima a subir aos palcos.

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O fascínio que sentiu pelo homem do Renascimento, “extremamente moderno”, levou-a a estudar a sua obra, construída com “textos inteligentes que esgrimem num português superior situações e ideias extremamente teatrais”. O estilo erudito entrecruzado com expressões populares e idiotismos utilizados na época, poderá ter contribuído para a Igreja Católica proibir o trabalho literário de Vasconcelos, e a colocar toda a obra no Índex, a lista de livros proibidos criada durante a Inquisição.

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Do autor português do Renascimento, que escreveu também um romance de cavalaria dedicado à educação dos príncipes, sabe-se que terá nascido em Montemor-o-Velho nas primeiras décadas do século XVI, que estudou na Universidade de Coimbra, foi moço de câmara e escrivão do Tesouro. Fala agora quem se especializou na sua obra.

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Ficha Técnica

  • Título: Literatura Aqui
  • Tipologia: Extrato de Programa - Reportagem
  • Produção: até ao Fim do Mundo
  • Ano: 2016