José Régio e a Geração Modernista
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Era muito jovem quando publicou o primeiro livro de poesia, o emblemático "Poemas de Deus e do Diabo". Dois anos depois, fundava com João Gaspar Simões e Branquinho da Fonseca a revista "Presença", sempre mal vista pelo regime. Nas páginas da publicação, José Régio dava nome e forma a um dos mais importantes movimentos literários do século XX português. Escrevia na abertura: "Em arte, é vivo tudo o que é original."

Quando o primeiro número da Orpheu saiu, houve um escândalo. O país não estava preparado para a aventura vanguardista que Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Almada Negreiros e Amadeo de Souza-Cardoso propunham. Era matéria demasiado avançada para o velho estilo saudosista, em vigor. No segundo e último número confirmava-se a audácia dos jovens artistas, todos apelidados de loucos. Obrigados a desistir da aventura, deixaram uma energia impossível de apagar. Os poetas que a seguir vieram, seguiram-lhes o exemplo.

Cinco anos depois, a 10 de março de 1927, surgia nova revista, herdeira deste Movimento que sacudira a cultura portuguesa, uma revista mais sólida e introspetiva.

João Gaspar Simões, José Régio e Branquinho da Fonseca, os fundadores da revista “Presença”. ARQUIVO RTP

Foi José Régio, a sua figura central, que desde o início resgatou o génio dos poetas incompreendidos da Geração Modernista, como lhe chamou na pequena publicação de Coimbra. Estava a começar a segunda fase do Modernismo em Portugal, agora com outro grupo de jovens, conscientes da sua originalidade, determinados em mudar as modas literárias. José Régio foi o seu poeta transgressor. Luís Adriano Coelho, professor universitário, explica porquê.

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Ficha Técnica

  • Título: Nada Será Como Dante
  • Tipologia: Extrato de Programa Cultural - Reportagem
  • Produção: até ao Fim do Mundo
  • Ano: 2021