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Memórias da clandestinidade

Assumir uma posição política contra o Estado Novo tinha um preço que, para muitos jovens, significava a entrada na clandestinidade. Zita Seabra e Pacheco Pereira fizeram esse percurso e recordam histórias e hábitos que ficaram desse período.

Criavam profissões fictícias para não dar nas vistas; olhavam as montras para ver no reflexo se estavam a ser perseguidos; viajaram em malas de carros para não serem vistos.  Estas são alguns dos comportamentos de Zita Seabra e Pacheco Pereira fizeram enquanto jovens vivendo na clandestinidade, de modo a dar cumprimento às missões políticas atribuídas por forças políticas.

Muitas pessoas, especialmente ligadas ao Partido Comunista Português, operavam para o partido vivendo longe da família e dos amigos. Um ausência que servia tanto para se protegerem como para protegerem os outros, num modo de vida que não era fácil para qualquer das partes.

Passados tantos anos não lamentam a vida que tiveram e acreditam que a luta pela liberdade e pela democracia valeram os sacrifícios. Por outro lado têm dificuldade em compreender a falta de interesse dos jovens da actualidade pela atividade política.

Ficha Técnica

  • Título: Fronteiras XXI - Viver na clandestinidade
  • Tipo: reportagem
  • Autoria: Alexandra André/ Nuno Tavares/ Samuel Freire/ Nuno Crato
  • Produção: RTP
  • Ano: 2020

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