Rumo à Liberdade

O ano difícil da Revolução de Abril

Após a revolução, viveram-se momentos de esperança e de unidade mas, no ano que se seguiu, o país dividiu-se e o destino parecia estar nas mãos de radicais dos dois lados do espetro político.

Os primeiros grandes problemas do período pós-revolucionário surgiram com as colónias. O processo de descolonização criou resistências em certos setores da sociedade, enquanto a invasão de Timor pela Indonésia deixou à vista as fraquezas do país.

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Vive-se um período quente em termos internos. Discute-se o que fazer com os anteriores dirigentes políticos e com as grandes empresas que sempre apoiaram o Estado Novo. Era ainda necessário dar resposta às necessidades básicas da população.

Meses depois da revolução, demite-se da presidência o general António de Spínola, e os movimentos e partidos da extrema esquerda parecem levar a melhor. O governo incita ao saneamento na função pública e à ocupação de casas e terrenos. Empresas individuais e por vezes setores completos, são nacionalizados. Quer impor-se a unicidade sindical.

Assiste-se a atos violentos em várias partes do país. No norte,  as sedes de partidos e de sindicatos de esquerda são assaltadas e queimadas. Os militantes do CDS são cercados no Palácio de Cristal e ficam retidos por horas durante o primeiro congresso do partido.

Na série “Rumo à Liberdade” António Barreto mergulhou nos arquivos da RTP para perceber como o 25 de Abril mudou o quotidiano dos portugueses. É um retrato do país que atravessa décadas.

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Ficha Técnica

  • Título: Rumo à Liberdade - Ano 1 da Revolução
  • Tipologia: Programa
  • Autoria: António Barreto
  • Produção: RTP
  • Ano: 2024