Rumo à Liberdade
O atraso social no final do Estado Novo
Nos princípios de 1960, o país conheceu algum progresso económico e social, mas o atraso em relação a outros estados europeus era evidente. Nalguns casos, Portugal estava cem anos atrasado em relação a essas nações.
Em termos económicos assistiu-se a um aumento da industrialização e, com a entrada do país na Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA), também cresceram o investimento estrangeiro e as exportações. O mesmo aconteceu com o turismo, com uma melhoria das infraestruturas e campanhas publicitárias que demonstravam uma nova atitude do regime relativamente a esta área.
Apesar destes sinais, na década de 1960 o país continuava muito atrasado em quase todos os aspetos do seu desenvolvimento. As estatísticas colocavam-no na cauda da Europa em questões como analfabetismo, educação, trabalho ou mortalidade infantil. Nesta altura são poucas as mulheres que trabalham fora de casa, e os indicadores da segurança social mostram um país onde a pobreza é grande.
A continuação e o alargamento das guerras em África exigiam um esforço financeiro que contribuia para limitar o crescimento económico.
Na série “Rumo à Liberdade” António Barreto mergulhou nos arquivos da RTP para perceber como o 25 de Abril mudou o quotidiano dos portugueses. É o retrato do país que atravessa décadas.
Temas
Ficha Técnica
- Título: Rumo à Liberdade - O atraso Social
- Tipologia: Programa
- Autoria: António Barreto
- Produção: RTP
- Ano: 2024