O cérebro do homem e o da mulher são diferentes?
Sim, são. Até porque todos os cérebros são diferentes. Não apenas determinados pelo género sexual, mas pelo mundo de experiências a que são sujeitos. É que o explica a neuroimagiologista Georgina Rippon, que tem dedicado o seu trabalho a desmontar o mito de que o cérebro feminino é menos capaz do que o masculino.
Tal como em muitas outras questões, o preconceito chegou à ciência. O facto de as mulheres terem sempre sido consideradas seres inferiores na sociedade fez acreditar que a sua capacidade cerebral e, por consequência, o tamanho do seu cérebro fosse inferior ao dos homens. As diferenças existem, mas não afetam as capacidades entre géneros, mas sim entre sujeitos.
Cérebro, a evolução – do tamanho às capacidades
As especificidades refletem sobretudo os papéis sexuais que cada um vai desempenhar, não as capacidades cognitivas. A questão é que à criança, quando ainda está no ventre da mãe, começa a ser-lhe traçado um caminho muito direcionado apenas pela definição dos cromossomas.
E assim é ao longo da vida: legos para meninos, bonecas para meninas, logo os rapazes terão mais aptidão para engenharia e elas para profissões educativas. Assim se constrói, pela sociedade, toda uma forma de raciocinar que acaba por criar um mito que chega à ciência.
As mulheres querem entrar