O sapato na história
Andar com sapatos de salto-alto já foi símbolo de masculinidade e de poder. O tempo trouxe outras necessidades, o sapato mudou, ficou mais baixo, mas continuou a ser um símbolo de estilo e de condição social.
Os sapatos podem ter nascido para proteger os pés de pedras, paus e outras irregularidades do terreno, e ao longo dos séculos assumiram vários formatos e dimensões, tornando-se um veículo de comunicação através do qual se estabelecia até o estatuto social. Por exemplo, o salto surgiu há milhares de anos para facilitar o encaixe do pé no estribo do cavalo. Nesse período, um homem com sapato alto era sinal da presença de um guerreiro e de nobreza.
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O sapato de salto alto continuou a ser marca de estatuto social da Renascença até ao século XVIII. Os tecidos eram coloridos e bordados. Fivelas e outros adornos exuberantes davam também personalidade ao calçado e a quem o usava.
Os homens abandonaram o salto alto no século XIX, quando ficou claro que era difícil fazer longas caminhadas nas ruas ou usar os transportes públicos para se deslocarem para o trabalho. Nas fábricas também era mais prático laborar com calçado raso.
Já no século XX, o aparecimento de novos materiais, como a borracha, trouxe grandes mudanças. Foi desta forma que surgiram, por exemplo, as sapatilhas, que hoje são um tipo de calçado muito popular entre os mais jovens.
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Ficha Técnica
- Título: As Coisas em Volta: A Vida Misteriosa dos Objectos - O sapato
- Tipologia: Extrato de programa
- Autoria: Inês Lamim/ Rita Rolex/ Rui Afonso Santos
- Produção: Maria & Mayer
- Ano: 2022