Rumo à liberdade
Os anos de ouro de Salazar
O Estado Novo tremeu no pós-guerra com a vitória das democracias, mas a colaboração com os Aliados na fase final da II Guerra Mundial e durante a Guerra Fria permitiu a Salazar consolidar a legitimação internacional do regime.
Após a guerra, Portugal foi aceite na Organização das Nações Unidas e tornou-se membro fundador da NATO e da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), algo que outros países, como a Espanha, não conseguiram. Nem a manutenção de um império colonial impediu essa integração: na década de 50, a ditadura atingiria o seu momento de maior afirmação externa.
É também neste período, no entanto, que se vislumbram os primeiros traços de contestação vindos dos pilares do próprio regime. Em 1958, o general Humberto Delgado, um dos delfins do Estado Novo, candidatou-se à Presidência da República e prometeu demitir Salazar caso vencesse as eleições. A fraude terá levado à sua derrota.
Depois, D. António Ferreira Gomes, bispo do Porto, escreveu uma carta a Salazar na qual denunciava as injustiças sociais que se viviam no país. Foi exilado, por ordem do governo.
Na série “Rumo à Liberdade”, António Barreto mergulhou nos arquivos da RTP para perceber como o 25 de Abril mudou o quotidiano dos portugueses. É um retrato do país que atravessa décadas.
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Ficha Técnica
- Título: Rumo à liberdade - Os anos de ouro de Salazar
- Tipologia: Programa
- Autoria: António Barreto
- Produção: RTP
- Ano: 2024