Rumo à Liberdade

Um retrato da oposição a Salazar

Durante o Estado Novo viveu-se um tempo de partido único. O associativismo e sindicalismo estavam sob vigilância. Jornais e livros foram censurados e retirados de circulação. O caminho para a liberdade não foi fácil.

Os meios repressivos do Estado Novo – policia, PIDE, tribunais, censura e outros – desenvolveram uma intensa atividade punitiva sobre todo o tipo de oposição ou reivindicações inconvenientes para a ditadura.

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Os autores que falavam ou publicavam textos contra o regime, como Miguel Torga, Alves Redol, José Cardoso Pires, Aquilino Ribeiro ou Natália Correia, viram os seus livros serem retirados das prateleiras e as casas invadidas pela polícia.

Ao longo dos anos houve tentativas para derrubar Salazar, mas não tiveram sucesso. No anos sessenta, os grupos oposicionistas tornaram-se mais ousados: desviaram um avião da TAP para lançar propaganda sobre Lisboa e depois assaltaram o Santa Maria, um navio de luxo com capacidade para 1200 passageiros com bandeira portuguesa. O regime teve as suas crises, mas conseguiu sempre ultrapassá-las. Só não o conseguiu fazer em 1974.

Na série “Rumo à Liberdade” António Barreto mergulhou nos arquivos da RTP para perceber como o 25 de Abril mudou o quotidiano dos portugueses. É um retrato do país que atravessa décadas.

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Ficha Técnica

  • Título: Rumo à Liberdade - Fraca oposição
  • Tipologia: Programa
  • Autoria: António Barreto
  • Produção: RTP
  • Ano: 2024