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A craca gigante dos Açores

Estes animais marinhos invertebrados despertaram o interesse dos cientistas a partir do século XVIII. Lineu, botânico sueco, classificou-os como moluscos. Mas foi o naturalista inglês Charles Darwin que os incluiu no grupo dos crustáceos. Como as lagostas.

As cracas são organismos com uma forma cónica, formada por camadas de placas calcárias que servem de escudo protetor dos órgãos internos. Estes animais marinhos que parecem pequenos vulcões, alimentam-se e respiram através do opérculo, um orifício localizado no topo do cone. Vivem e reproduzem-se em total imobilidade, estão sempre agarrados a substratos rochosos mas também podem fixar-se ao fundo das embarcações ou ao corpo de outros animais marinhos, como as baleias.

A espécie endémica nos Açores que tem o nome científico Megabalanus azoricusimóveis, foi observada ao pormenor por Charles Darwin no século XIX. O estudo do naturalista inglês  premiado pela Royal Society em 1853, foi também um contributo para a sua teoria da evolução das espécies.

Hoje, mais de 150 anos passados sobre a obra de Darwin, a craca gigante ainda vive na costa açoriana mas é uma espécie a proteger, como recomenda a convenção OSPAR e World Wildelife Fund que a considera em risco. Por isso e para salvar este recurso muito apreciado, que tem estado sujeito a um consumo descontrolado, estuda-se a sua biologia na Universidade dos Açores. Aqui, vamos vê-la de perto numa viagem com imagens inéditas captadas pala RTP no canal das ilhas do Faial e do Pico.

Ficha Técnica

  • Título: Mar à Vista - Aquacultura de Cracas
  • Tipo: Extrato de Programa
  • Autoria: José Serra / Filipe Porteiro
  • Produção: RTP
  • Ano: 2011

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