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A indústria na primeira fase do Estado Novo

Num periodo que decorreu entre duas guerras mundiais, assistiu-se a uma depressão económica no final da década de vinte que afectou grande parte do mundo. Em Portugal, a política económica e financeira seria desenhada por Salazar, professor de economia e finanças da Universidade de Coimbra, que assumiu a liderança política durante mais de 30 anos.

Os militares assumiram o poder na sequência do golpe de estado de 28 de maio de 1926, mas foi um civil, Oliveira Salazar, que anos depois se tornou Presidente do Conselho de Ministros (Julho de 1932) e ditou as regras que governariam o país durante quatro décadas. O Estado Novo, aprovado pela constituição de 1933, defendia o autoritarismo, o nacionalismo, a autocracia e o corporativismo.

Um dos primeiros problemas que o novo regime sofreu foi a crise de 1929, que afetou o mundo inteiro, mas que teve pouco impato em Portugal. O país já se encontrava em recessão há alguns anos, situação que se manteria nas décadas seguintes, especialmente devido à Guerra Civil de Espanha e à II Guerra Mundial.

Mesmo assim surgem algumas indústrias e empresários que alcançam algum sucesso. Contam com uma legislação proteccionista onde se destacam o condicionamento industrial, que impedia o surgimento de novas empresas sem a concordância dos concorrentes, e o ato colonial que impunha às colónias a compra de produtos manufaturados na metrópole.

Entre os grandes grupos industriais que até à II Guerra Mundial se afirmam no país, o maior foi a CUF, de Alfredo da Silva.

Ficha Técnica

  • Título: A Indústria no fim do século XIX e no Estado Novo
  • Tipo: Extrato de Programa
  • Produção: RTP/ AEP
  • Ano: 2000

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