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A Sombra do Muro de Berlim

Trinta anos depois da queda do Muro de Berlim, ainda existe uma linha que divide as duas Alemanhas. O contraste entre o ocidente capitalista e a antiga República Democrática Alemã (RDA) comunista foi diminuindo nos últimos anos, mas as diferenças persistem.

O governo da Alemanha Oriental anunciava a 9 de Novembro de 1989 que todos os cidadãos da RDA poderiam visitar a Alemanha Ocidental. Multidões de alemães orientais subiram e atravessaram o muro juntando-se aos alemães ocidentais numa festa há muito esperada. Ao longo das semanas seguintes, o muro foi destruído pela população eufórica que gritava pela reunificação que se deu no ano seguinte.

Três décadas passadas sobre a alegria intensa que contagiou berlinenses, alemães e o mundo, há uma sombra do muro que ainda vive.

No leste da Alemanha os salários são mais baixos e a taxa de desemprego é maior. A reunificação trouxe mais investimento e aumentou-lhes a qualidade de vida, mas, mesmo assim, um terço dos alemães de Leste sente-se cidadão de segunda. As principais empresas, como a Siemens ou a Volkswagen, continuam a ter sede no lado ocidental.

Em 2015, a entrada de um milhão de refugiados reforçou ainda mais essa diferença. De um lado, a Alemanha solidária e protetora dos imigrantes, do outro, na antiga Alemanha de Leste, nascem os movimentos anti-islâmicos e a extrema-direita ganha cada vez mais protagonismo.

Ficha Técnica

  • Título: Linha da Frente - A Sombra do Muro
  • Tipo: Reportagem
  • Autoria: Ana Romeu / Pedro Miguel Gomes / Samuel Freire
  • Produção: RTP
  • Ano: 2019

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