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Castelo de Alcácer do Sal: a grande conquista de Afonso II

Cristãos e muçulmanos travaram sangrentas batalhas para dominar esta fortificação estratégica na defesa do Alentejo. O castelo de Alcácer do Sal só ficou definitivamente português em 1217, no reinado de Afonso II. O apoio dos cruzados determinou a vitória.

Em meados do século XI, os cristãos tinham conquistado mais de metade do território português, tal como hoje o conhecemos, aos muçulmanos. As campanhas eram devastadoras, com cercos que podiam demorar meses até as terras serem tomadas para, muitas vezes, caírem de novo nas mãos inimigas que obrigavam a fronteira do reino a recuar mais uma vez.

A sul do Tejo, onde existiam vastas áreas despovoadas mas também cidades e aldeias importantes e uma economia próspera, sobretudo na região do Algarve, as incursões encontraram forte resistência militar. A tomada de Alcácer do Sal é exemplo dos reveses sofridos durante o ambicioso projeto da Reconquista.

Afonso Henriques tentou apoderar-se da mourisca Al-Kassr, que já fora dos romanos, dos godos e, desde 715, estava sob domínio árabe. As primeiras expedições falharam mas, em 1158, o importante baluarte cede à ofensiva dos portugueses. Porém a vitória ainda não será definitiva: trinta anos depois, durante a grande invasão do califa Almançor, já a coroa pertencia a D. Sancho I, os portugueses foram obrigados a abandonar a povoação.

Coube a D. Afonso II reabrir a guerra contra os mouros instalados nesta praça estratégica. A iniciativa contou com o apoio dos militares da 5.ª Cruzada, que subiram o rio Sado, enquanto as tropas portuguesas avançaram por terra. O cerco às muralhas do castelo durou dois longos meses até que, a 18 de outubro de 1217, a guarnição apresentava a rendição.

A conquista de Alcácer do Sal foi falada em toda a Europa como um sinal de que a guerra aos infiéis estava no bom caminho, e foi também o feito mais importante do reinado do terceiro rei de Portugal.

No alto da maior colina da cidade, o castelo que os muçulmanos pensavam ser inexpugnável, que chegou a ter 30 torres de pedra de 25 metros de altura cada uma, reformado mais tarde por D. Dinis, e que foi sede da Ordem de Santiago em Portugal, foi cenário de momentos únicos na nossa história, como conta aqui a historiadora  Maria Teresa Lopes Pereira.

  • Temas: História
  • Ensino: 3º Ciclo, Ensino Secundário

Ficha Técnica

  • Título: Visita Guiada - Alcácer do Sal
  • Tipo: Extrato de Programa Cultural
  • Autoria: Paula Moura Pinheiro
  • Produção: RTP
  • Ano: 2016

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