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Florbela Espanca. Superlativas emoções

A imensidade do amor cabe num verso de Florbela Espanca. Sentimento absoluto e vital que a impulsiona e lhe condena a existência em desilusões constantes. Na obra composta sobretudo por sonetos, confessa-se esta vida. Que foi e ainda é objeto de culto.

Florbela Espanca (1894-1930) viveu uma vida infeliz, de amores atribulados e desgostos violentos, como o suicídio do único irmão. No amor e na Dor – com maiúscula, como por vezes escreve – encontra a inspiração “pura e perfeita” que a fazem única e especial na literatura portuguesa do início do século XX.

Na intimidade do verso, idealiza sentimentos, confessa mágoas e assume a sua sexualidade num erotismo sem precedentes. No entender do escritor Mário Cláudio, “esta mulher que vivia as emoções de forma superlativa” vai abrir caminho a outras vozes femininas.

Desde o primeiro título “Livro de Mágoas”, publicado em 1919, até ao póstumo “Charneca em Flor”, transparece o seu conhecimento dos poetas e dos escritores portugueses: lê António Nobre, Antero de Quental, Teixeira de Pascoaes, Camões, entre outros. Na sua curta vida fez mais de 200 sonetos, “versos de uma fúria inaudita”, como os caracterizou um dia Jorge de Sena.

 

Ficha Técnica

  • Título: Ler+ ler melhor - Florbela Espanca
  • Tipo: Extrato de Programa
  • Produção: Filbox produções
  • Ano: 2011

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