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Padre António Vieira: sermões, cartas e textos proféticos

A obra escrita de Padre António Vieira é tão extensa e variada como a vida do jesuíta português. Sermões, cartas e textos proféticos traduzem o pensamento e a genialidade do orador que dominava a arte da palavra. Ele que fascinou brasileiros, portugueses e outros europeus no século XVII, continua a merecer novas leituras e reflexões. Porque tudo o que disse e escreveu mantém um sentido atual.

Padre António Vieira não se considerava um escritor, mas missionário e pregador. No entanto são os textos que nos restituem a dimensão universal deste jesuíta que foi ouvido nas cortes europeias e nos sertões do Novo Mundo. A oratória que encantava e espantava tão vastos públicos trouxe-lhe merecida fama e não menos reprovações.

Do verbo, moldado por uma inteligência ímpar e uma retórica aprendida na Companhia de Jesus,  fazia uma poderosa arma que usava para defender ideias e causas, muitas incómodas. Os sermões lançados aos fiéis, podiam estar escritos parcial ou totalmente, ou simplesmente alinhavados em tópicos sobre os quais improvisava de forma inspirada. O estilo conciso e ousado ajustava o artifício da metáfora, da capacidade que tinha para “falar de uma coisa, apontando sempre para outra”, à natureza das teses defendidas; fosse sobre teologia, direitos humanos, questões morais, económicas e políticas.

Na fase final da vida, Vieira, sempre lúcido, decide fazer um retrato de si mesmo e redige os sermões em 15 volumes, “aquilo que mais empolga na sua obra”, refere o professor universitário Aníbal Pinto de Castro. Os textos proféticos consagrados ao sonho do Quinto Império e as cartas que produz também enquanto padre e interventor social e político, são os géneros principais da vasta bibliografia. Um legado literário fundamental para compreender também a época em que viveu este pregador de Deus, progressista e visionário.

 

 

 

Ficha Técnica

  • Título: Câmara Clara -
  • Tipo: Extrato de Programa - Reportagem
  • Autoria: Paula Moura Pinheiro
  • Produção: RTP
  • Ano: 2008

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