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Para acabar de vez com o vírus da sida

Esta é a doença que nos anos 80 do século XX provocou o pânico, alimentou preconceitos e fez nascer novos ódios. O HIV matou 39 milhões de seres humanos e há 35 milhões infetados. Apesar do tratamento, o vírus pode ganhar resistências. Por isso é preciso investigar.

O investigador João Gonçalves explica que “o vírus da sida é um vírus muito pequenino, que entra nos linfócitos T, consegue integrar-se dentro do adn dessa célula, destrói a célula e assim ela já não é capaz de coordenar toda a defesa imunológica e o indivíduo perde as defesas”.

O vírus que terá tido origem no início do século XX, em primatas que viviam no continente africano, foi reconhecido em 1981, nos Estados Unidos. Dois anos depois, era diagnosticado em Portugal o primeiro caso da síndroma imunodeficiência adquirida, a sida. Foi nessa altura que Amílcar Soares ficou a saber que estava infetado. Aqui recorda tempos se grande sofrimento,  de confronto com a morte e com o preconceito dos outros. Sobreviveu a tudo e, hoje, graças à evolução da terapêutica, consegue ter uma vida normal tomando apenas um comprimido por dia – há dez anos eram 15. Mas a situação pode mudar, alerta o cientista que procura vencer o vírus no laboratório, o HIV pode ganhar novas resistências e os mais potentes cokctails de medicamentos deixarão de ser eficazes.

O trabalho de João Gonçalves e da equipa de cientistas por ele liderada é ambicioso: fabricar nanopartículas com propriedades terapêuticas capazes de eliminar das células infetadas o vírus HIV-1. O projeto inovador foi um dos 88 escolhidos entre os 2500 do mundo inteiro pela Fundação norte-americana Bill e Melinda Gates para receber financiamento.

Em 2013 foram diagnosticados em Portugal 1093 novos casos de pessoas infetadas com HIV; 61,1%  foram casos de transmissão heterossexual, 30% de relações homossexuais e 7% resultaram das transmissões associadas à toxicodependência. As últimas estimativas dizem que pelo menos 25 mil portugueses não sabem que estão infetadas. Enquanto não se  descobre a cura definitiva, o uso do preservativo e a troca de seringas continuam a ser regras obrigatórias. Porque a sida não pode ser desvalorizada.

 

Ficha Técnica

  • Título: Reação Espontânea - SIDA
  • Tipo: Excerto de Programa
  • Produção: Academia RTP
  • Ano: 2012

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