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Violência no namoro: representar para prevenir

A violência praticada no namoro fica quase sempre sem castigo. A maioria das vítimas consegue justificar ameaças, insultos, perseguições e agressões. Outras resistem em pedir ajuda. Muito poucas sabem que podem apresentar queixa-crime. Contra estes comportamentos, um grupo de alunos representou cenas de violência em várias escolas de Lisboa. A mensagem a reter é que, nestas relações, ninguém pode ficar calado.

Os episódios de violência encenados por alunos da escola Profissional de Imagem são desconcertantes e impensáveis, mas acontecem na vida real. Namorar, no século XXI, pode ser uma experiência traumática. Apesar de toda a informação que têm disponível, das redes sociais e afins, existam adolescentes que acreditam que o amor romântico justifica o insulto, a ameaça, a perseguição e a agressão física. Um estudo da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) realizado em 2017, revelava que 1 em 4 jovens considerava legitima a violência na relação. Um ideal deturpado, que é preciso desfazer com ações como esta, que mostramos na reportagem.

Valéria Timoshuch é a primeira a falar. Já viveu uma relação tóxica, com um namorado controlador. Manteve-se em silêncio, era incapaz de contar o que se passava. Quando chegou ao limite, acabou o namoro e percebeu o seu erro. É a mensagem que quer passar a outros jovens: que ninguém fique calado como ela ficou.

A peça conta com declarações de Valéria Timoshuch, 17 anos; Ângela Rodrigues, 18 anos; subcomissário Hugo Abreu, portavoz da PSP e Catarina Martins, secretária de estado da Cidadania e Igualdade.

Ficha Técnica

  • Título: Violência no Namoro
  • Tipo: Reportagem Telejornal
  • Autoria: Lavínia Leal
  • Produção: RTP
  • Ano: 2017

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