Breve história da República Islâmica do Irão
A revolução que levou à criação da República Islâmica do Irão aconteceu em 1979, com o derrube da monarquia liderada pelo Xá Reza Pahlavi. O líder religioso Ayatollah Khomeini e os seus seguidores assumiram a governação e afastaram do poder todas as outras tendências políticas.
A atual república islâmica do Irão tem as suas raízes na queda do regime democrático em 1953, numa intervenção liderada pelo monarca persa Reza Pahlavi, com a colaboração dos Estados Unidos. O novo regime do Xá começou a ser contestado pouco depois, especialmente pelo facto de se subjugar aos interesses dos norte-americanos e dos israelitas.
Um dos principais contestatários do regime foi o líder religioso Khomeini, que foi preso e exilado. No final dos anos 70, a oposição ao Xá ganhou novo fôlego, com uma série de manifestações e greves contra as desigualdades sociais e a ocidentalização da sociedade. O monarca respondeu com uma forte repressão policial.
Os confrontos culminaram com a queda da monarquia iraniana e o regresso do exilado Ayatollah Khomeini – a 1 de fevereiro de 1979 – que rapidamente implementou uma república teocrática de raiz islâmica xiita. Trata-se de um regime que tem nos preceitos religiosos a fundamentação da sua autoridade.
Os xiitas são o segundo maior ramo do Islão e defendem que a liderança legítima da religião, após a morte de Maomé, pertencia ao seu genro Ali. Distinguem-se da principal corrente – os sunitas – por terem uma hierarquia religiosa e pelo ênfase que dá ao martírio.
Com mais de 92 milhões de habitantes, o Irão é o segundo maior país do Médio Oriente (a Arábia Saudita é o maior) e tem a sua origem na civilização persa. Quarto maior produtor mundial de petróleo, esta potência regional é igualmente detentora da maior reserva de gás natural do mundo, o que explica a sua relevância no contexto do mercado energético internacional.
Ficha Técnica
- Título: A República islâmica do Irão
- Tipologia: Reportagem
- Produção: RTP
- Ano: 2026