Casa Museu Camilo Castelo Branco
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Camilo chegou a esta casa por amor. Aqui escreveu, viveu com a família e aqui pôs fim à vida. No lugar de S. Miguel de Seide, em Famalicão, museu e centro de estudos camilianos mantêm viva a memória do escritor do século XIX, "um cronista do seu tempo".

A história desta casa tem os ingredientes de uma novela romanesca de Camilo Castelo Branco: amor, drama, tragédia. O escritor, que nasceu em Lisboa em 1825, viveu em Trás-os-Montes, estudou no Porto e em Coimbra e veio parar às terras de Famalicão porque se apaixonou por Ana Plácido.

Tudo seria perfeito não fosse ela mulher casada com o Brasileiro, como era conhecido Pinheiro Alves por ter feito fortuna no Brasil e mandado construir aquela moradia. Os amantes fugiram, mas foram perseguidos pela polícia e presos por adultério na cadeia da Relação do Porto.

Memórias de Camilo na cadeia da Relação do Porto
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Durante o cativeiro, Camilo escreve “Amor de Perdição”, o romance mais famoso do romantismo português, adaptado nos anos setenta ao cinema por Manoel de Oliveira. Absolvidos em 1861, mudam-se os dois com o primeiro filho para a casa de Seide, após a morte de Pinheiro Alves. Foi ali, a 1 de junho de 1890, que Camilo, viúvo e destruído pela cegueira, decide pôr fim à vida.

Morte de Camilo Castelo Branco
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Depois de um grande incêndio, a casa é reconstruída e inaugurada como museu em 1956. O diretor, José Manuel Oliveira, diz nesta peça de 2012 que é a mais antiga e genuína casa museu de Portugal. No primeiro piso fica o escritório do homem que passou a vida a escrever poesia, romances, novelas e contos.

 

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Ficha Técnica

  • Título: Ler+ ler melhor - Casa Museu Camilo Castelo Branco
  • Tipologia: Extrato de Magazine Cultural
  • Produção: Filbox produções
  • Ano: 2012