Centímetro a centímetro, vai-se o leito do Tejo
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Em volta do castelo de Almourol, sondas e réguas medem as águas do Tejo. Dados que, em conjunto com os das estações hidrográficas fixas ao longo do rio, permitem à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) monitorizar as capacidades das barragens ao longo do percurso, tal como verificar a qualidade da água.

Técnicos da APA (Agência Portuguesa do Ambiente) certificam todos os meses a massa de água do caudal do Tejo. Aparelhos simples, como réguas, até sofisticadas sondas, medem-no na zona de Almourol. Altura e velocidade da água são fundamentais para cuidar da vida do rio e de quem dele depende. Além deste trabalho, existem, da fronteira à foz, mais de 200 pontos de recolha de informação. Uns medem o nível da água, outros a quantidade da chuva. Estações hidrográficas fixas que fazem registos ao minuto.

A água que chega a Portugal depende de Espanha, onde o Tejo nasce, a 1593 metros de altitude, na Serra de Albarracim. É o rio mais extenso da Península Ibérica, com 1007 quilómetros. Apesar da “Convenção de Albufeira”, que define as normas para a proteção e o desenvolvimento sustentável das águas transfronteiriças entre os dois países, facto é que, desde o ano 2000, quando entrou em vigor, se registam queixas por parte do lado português de retenção do caudal.

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Menos água significa menos produção económica a vários níveis, ao longo das margens do Tejo, além de que a redução do caudal afeta a qualidade da água, o que se reflete diretamente na sustentabilidade dos ecossistemas do rio.

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Ficha Técnica

  • Tipologia: Reportagem
  • Autoria: Lavínia Leal
  • Produção: RTP
  • Ano: 2019