Das latrinas cavadas na terra à sanita com autoclismo

As primeiras sanitas foram instaladas há seis mil anos e apareceram em escavações na Mesopotâmia. Os minóicos deram continuidade à ideia e juntaram-lhe um sistema de lavagem dos dejetos. Nos milénios seguintes o conceito aperfeiçoou-se.

Os gregos, os romanos e os árabes levavam muito a sério as questões relacionadas com a higiene. Nestas culturas construíram-se, tanto em habitações particulares como em espaços públicos, latrinas com sistemas de lavagem e de esgotos que levavam os excrementos para longe das zonas residenciais.

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Estes sistemas de saneamento desaparecem da Europa durante o período da Idade Média. Tanto a Igreja como os médicos da época tinham uma péssima relação com a higiene pessoal. Nessa época os excrementos eram armazenados em casa para depois serem despejados diretamente para o rio ou para a rua. O cheiro e a imundice nas cidades daquele período era comum.

A primeira retrete moderna, com um sistema de descarga de água, foi inventada em 1596 para a rainha inglesa Isabel II. Também no Século XVI foi inventado o penico e surgem os calhandros, vasos que armazenavam os conteúdos dos vários penicos que existiam em casa. O trabalho de despejar estes vasos de barro estava a cargo de escravas que eram conhecidas como as calhandreiras…

Nos séculos seguintes ressurgiram nas casas os espaços próprios para a higiene, mas num processo lento que demorou a ganhar forma. Lisboa, por exemplo, será conhecida até aos anos setenta do século passado com uma das cidades mais sujas e mal cheirosas da Europa.

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Ficha Técnica

  • Título: As Coisas em Volta: A Vida Misteriosa dos Objectos
  • Tipologia: Extrato de programa
  • Autoria: Inês Lamim/ Rita Rolex/ Rui Afonso Santos
  • Produção: Maria & Mayer
  • Ano: 2022