Rumo à Liberdade

Do “Verão Quente” à normalização da democracia

Chamou-se Verão Quente ao período entre 11 de março e 25 de novembro de 1975. É considerado um dos períodos mais críticos do período revolucionário, com um país dividido e durante o qual se chegou a temer a possibilidade de uma guerra civil.

A 11 de março de 1975 deu-se uma tentativa de golpe de estado de direita, liderado pelo general Spínola, que não teve sucesso e foi sufocado pelo Movimento das Forças Armadas.

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Em consequência da intentona falhada, as forças de esquerda, de cariz mais revolucionário, assumiram a liderança política do país. Nasceu o Conselho da Revolução, que substituiu outros órgãos criados após o 25 de Abril e, pouco depois, assistiu-se à nacionalização das principais empresas do país e a diversos saneamentos políticos.

Os setores civis e militares mais moderados conseguiram assegurar a realização das primeiras eleições livres, ganhas pelas forças políticas do centro moderado, com o Partido Socialista na liderança.

Mas, mesmo depois das eleições, o poder continuou na mão de forças revolucionárias que dividiam o país. Julgamentos políticos e atos de violência aconteciam com frequência. A normalização do regime – frágil no princípio – só aconteceria após 25 de novembro de 1975, quando as forças de extrema esquerda perderam força nas ruas e entre os militares.

Na série “Rumo à Liberdade” António Barreto mergulhou nos arquivos da RTP para perceber como o 25 de Abril mudou o quotidiano dos portugueses. É um retrato do país que atravessa décadas.

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Ficha Técnica

  • Título: Rumo à Liberdade - O Verão Quente
  • Tipologia: Programa
  • Autoria: António Barreto
  • Produção: RTP
  • Ano: 2024