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Marco e a campaniça

Marco Vieira, citadino que foi baixista da banda Pólo Norte, vive hoje entre terras alentejanas para ensinar a música tradicional da região. A viola campaniça é o seu instrumento de eleição. Tradicional do Baixo Alentejo que, tocado a certa altura apenas pelos mais velhos, tem hoje centenas de alunos.

Também conhecida por viola alentejana, a viola campaniça era o instrumento usado para acompanhar as antigas desgarradas, nas festas e feiras alentejanas. Acredita-se que tenha evoluído a partir da “Vihuela de Mano” medieval. A sonoridade é claramente mediterrânica.

É a maior das violas portuguesas, mas a que tem a cintura mais fina. Dizem os mais antigos que deve ser “tocada à unha”, apenas com o polegar. Tem 10 cordas – cinco conjunto de duas -, e pode ter dois tipos de afinação.

O músico Marco Vieira fundou, em Odemira, a Escola de Música Tradicional Alentejana e tem quase 100 alunos, dos seis aos 80 anos. Miúdos, pais, mães, avós. O entusiasmo pela campaniça está de volta, o que leva o professor a dar aulas em sete localidades. Acredita que “a música tradicional é a nossa mais valia”.

Ficha Técnica

  • Título: Outras Histórias - temporada 2, episódio 29
  • Tipo: Reportagem
  • Autoria: Luís Filipe Fonseca / Marques de Almeida / Paula Meira
  • Produção: RTP
  • Ano: 2019

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