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Mulheres antes do tempo

É pobre, descriminatório e duro, o reino de Cleopátria, na província moçambicana da Zambézia. Com 17 anos já é mãe, ajuda nas tarefas de casa, mas não deixou os estudos. Frequenta o sétimo ano e quer terminar o secundário. Contra todas as probabilidades.

Em Moçambique, quatro em cada dez jovens até aos 19 anos são mães e um terço delas é-o antes dos 15. A maioria perde em simultâneo a inocência e a possibilidade de um futuro mais promissor. Há, no entanto, casos que contrariam a dura realidade. Nesta reportagem, a história de três raparigas que conseguiram dizer não a um doloroso costume: deixar de aprender porque nasceram os filhos.

O cenário de vida é semelhante para milhares de raparigas moçambicanas. As mães são abandonadas pelos companheiros e as meninas ficam à mercê de um destino que se tem perpetuado por gerações. Engravidar antes do tempo, trabalhar desde cedo e deixar a escola. O projeto de ajuda internacional Nikhalamos tem como objetivo resgatar estas meninas-mães, mantê-las no sistema de ensino, mesmo que para isso tenham de amamentar durante as pausas.

Apenas pouco mais de 20 por cento das adolescentes moçambicanas chega a concluir o sétimo ano. A pobreza e a baixa escolaridade são elementos centrais para um baixo índice de desenvolvimento humano de um país, uma tabela na qual Moçambique continua a ocupar os últimos lugares do mundo.

Ficha Técnica

  • Título: Mulheres antes do tempo
  • Tipo: Reportagem
  • Autoria: Pedro martins / Gabriel dos Santos / João Santos
  • Produção: RTP
  • Ano: 2019

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