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Um olhar biológico sobre a monogamia

Amor e ciúmes à parte, será a monogamia sexual da natureza do ser humano? O biólogo Rui Diogo considera esta estrutura de relacionamento um exercício do poder do homem sobre a mulher e que, nada tendo de natural, ruma no caminho do desaparecimento.

Chegam a matar-se pessoas por infidelidade nos relacionamentos amorosos, mas em várias zonas do planeta a poligamia é permitida. Apenas aos homens, o que diz muito sobre como terá nascido este tipo de estrutura relacional. Um ato de poder masculino surgido a partir da noção de propriedade. É o ponto de vista defendido pelo investigador português Rui Diogo, que utiliza a ciência e a história para explicar a relação entre géneros.

Especialista em biologia evolutiva e antropologia, é professor na Faculdade de Medicina da Universidade de Howard, nos Estados Unidos, e autor de mais de uma centena de artigos publicados em revistas científicas como a Nature, somando também mais de uma dúzia de livros. Garante que não há fundamentos biológicos para a monogamia e que tal não existe em nenhuma espécie.

“O sexo é natural mas o género é construído”, afirma, e vai contra ideias feitas ao demonstrar através da biologia que as mulheres têm maior fluidez sexual do que os homens. Relaciona estes factos com a falência, por exemplo, da estrutura matrimonial monogâmica que se pratica na maioria das sociedades atuais. Que futuro, então, para a demografia e para a estruturação relacional entre sexos?

Ficha Técnica

  • Título: Fronteiras XXI - Como se vive a sexualidade, hoje? - temporada 4, episódio 8
  • Tipo: Entrevista
  • Autoria: Fátima Faria
  • Produção: RTP
  • Ano: 2020

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