Abuso sexual: como agir perante as crianças?

Escutar, acreditar e denunciar. São pontos essenciais para qualquer adulto ajudar uma criança possível vítima de abuso sexual. A explicação é de Rosário Farmhouse, presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CPCJ).

Tantas vezes invisível, o abuso sexual de crianças e jovens pode ser confundido com comportamentos aparentemente “normais”. Muitas crianças não compreendem o que lhes está a acontecer, nem conseguem encontrar palavras para o descrever. E, quando percebem que algo está errado, surgem dúvidas, medo, vergonha. Algumas chegam a acreditar que têm culpa. Falar exige coragem, sobretudo quando o agressor é alguém próximo ou de confiança.

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Do lado dos adultos, persistem obstáculos que agravam o problema: a tendência para desvalorizar sinais, a dificuldade em acreditar na criança ou até a ideia errada de que esta pode ter “provocado” a situação. Equívocos que atrasam a proteção e aumentam o risco. Qualquer suspeita deve ser levada a sério e comunicada às autoridades policiais, mesmo sem provas claras. Proteger uma criança começa por escutá-la sem julgamento, levar a sério o que diz e não adiar a intervenção.

O abuso sexual de menores é um crime público. Qualquer pessoa pode e deve denunciá-lo, mesmo não sendo vítima ou familiar. A denúncia pode ser anónima.

Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ)

Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ)

Instituto de Apoio à Criança (linha SOS Criança: 116 111)

Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) 

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Ficha Técnica

  • Título: Sociedade Civil - 25/10/2023
  • Tipologia: Excerto de Programa
  • Produção: RTP
  • Ano: 2023