D. Afonso Henriques e a tomada de Lisboa aos Mouros

A vitória não foi fácil de alcançar. Demoraria meses até os cristãos chefiados por Afonso Henriques entrarem em al-Usbuna. O cerco tornara-se insuportável quer para sitiantes como para sitiados e os muçulmanos acabaram por se render, em 25 de outubro de 1147. Os acontecimentos foram relatados por um cruzado inglês na célebre carta a Osberto. E é esta a fonte que permite reconstituir a história da tomada de Lisboa, diz José Luís de Matos, arqueólogo,

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Depois de conquistar Santarém em março de 1147, Afonso Henriques avançou sobre Lisboa. Era a segunda tentativa que fazia para tomar a cidade, desta vez com poder militar reforçado. Tinha, ao seu lado, os cavaleiros da Segunda Cruzada que aceitaram interromper a viagem rumo à Palestina para auxiliar o rei português na sua política de expansão contra os árabes. Caso vencessem o grande inimigo da cristandade, soldados ingleses, alemães, normandos e flamengos teriam direito a saquear as terras à vontade.

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Os ataques começaram em junho e em várias frentes, o numeroso exército tentou derrubar as muralhas de al-Usbuna. Mas só ao fim de dezassete semanas completamente cercados, os muçulmanos cederam e os cristãos entraram finalmente no castelo da poderosa cidade. Com esta vitória D. Afonso Henriques fixava definitivamente a fronteira do reino na linha do rio Tejo.

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Ficha Técnica

  • Título: Visita Guiada - A Cerca Moura de Lisboa
  • Tipologia: Excerto de Programa Cultural
  • Autoria: Paula Moura Pinheiro
  • Produção: RTP
  • Ano: 2018