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Economia circular ou como do velho se faz o novo

A Finlândia lança ao mundo um desafio: porque não reciclar as matérias pesadas de que são feitos os edifícios? Antes de uma demolição retira-se tudo o que pode ser reutilizado: a cobertura do chão, o vidro das janelas, o ferro das estruturas e todos os materiais que possam voltar a dar vida a uma nova construção. Poupa-se dinheiro. Poupa-se o ambiente. Constrói-se uma nova economia de futuro.

Metal, madeira, vidro, metais, tudo o que vai para lixo quando um edifício é demolido pode ser reaproveitado noutros prédios a serem construídos no mesmo local ou na mesma cidade. Esta ideia passou a projeto em alguns municípios da Finlândia, em particular na capital, colocando em prática a teoria da economia circular, neste caso no setor da construção civil.

O objetivo é reduzir a quantidade de resíduos nas obras, particularmente em zonas que possuem uma quantidade substancial de edifícios e, portanto, onde o impacto de uma mudança para uma abordagem de economia circular pode ser mais alto. As próprias empresas que concorrem às empreitadas, ganham vantagem nos concursos públicos se vincularem aos seus projetos a reutilização de materiais.

É uma ideia vencedora, apoiada por fundos europeus e que conta com o apoio de universidades finlandesas, onde os próprios alunos desenvolvem propostas arquitetónicas baseadas na nova vida que podem dar aos velhos materiais dos prédios que vão abaixo. Para uma noção clara do impacto que esta fórmula pode ter, registe-se um dado: demolições e construções representam anualmente um terço dos resíduos gerados na União Europeia.

Ficha Técnica

  • Título: De Lisboa a Estocolmo - episódio 8
  • Tipo: Reportagem
  • Autoria: Raquel Morão Lopes / Pedro Miguel Gomes
  • Produção: RTP
  • Ano: 2021

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