Floresta autóctone: um escudo contra o fogo

Como pode a floresta ajudar a travar incêndios? O que parece matéria combustível pode, afinal, ser um aliado de peso para evitar a propagação das chamas. O segredo está na diversidade e nas espécies autóctones.

Mosaicos de árvores distintas são uma aposta muitas vezes posta de lado em favor de monoculturas economicamente mais rentáveis a curto prazo. Portugal tem largas manchas de eucalipto e pinheiro-bravo que se tornam pasto para as chamas quando chega o verão. Para trás ficam espécies naturais do território como os carvalhos, os sobreiros e os castanheiros. São espécies de elevada resiliência aos incêndios. Conseguem abrandar o avanço do fogo, além de terem maior capacidade de retenção de água nos solos e de sequestro de carbono.

Floresta portuguesa
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Floresta portuguesa

As florestas autóctones estão mais adaptadas às condições do clima e dos solos, além de promoverem um equilíbrio biológico da paisagem. A estrutura descontínua das copas, a casca mais espessa e isolante e o elevado teor de humidade nas folhas e ramos tornam estas árvores mais resistentes ao fogo. De crescimento mais lento, as florestas nativas são também habitat de inúmeras espécies que compõem diferentes ecossistemas, sustentam o ciclo hidrológico e desempenham um papel fundamental no combate às alterações climáticas.

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Ficha Técnica

  • Título: Biosfera, episódio 8 / temporada 23
  • Tipologia: Excerto de Programa
  • Produção: Farol de Ideias para a RTP
  • Ano: 2025