Hungria, uma “autocracia eleitoral” na União Europeia
Com o poder concentrado num homem, a Hungria deixou de ser uma democracia. Vive, em pleno século XXI, sob um regime cada vez mais autoritário e opressor, sem espaço para o pluralismo político e liberdade de expressão. Tudo isto na qualidade de Estado-membro da UE e contra os seus valores.
É um país onde se multiplicam os ataques às liberdades fundamentais e aos direitos humanos, com destaque para a perseguição de minorias, como pessoas LGBTQIA+ e imigrantes. A liberdade de imprensa é fortemente condicionada e as alterações à lei têm fragilizado o Estado de direito. Apesar dos alertas e do congelamento de fundos por parte da União Europeia (UE), a autocracia instalou-se sem pedir licença nem desculpas à família europeia.
Trata-se de um verdadeiro teste à capacidade da comunidade defender os seus próprios direitos fundamentais. A Hungria é, segundo o Parlamento Europeu (PE), uma “autocracia eleitoral”: realiza eleições, mas o poder está concentrado há mais de 15 anos nas mãos de Viktor Orbán. As regras do jogo político estão de tal forma enviesadas, que não há espaço efetivo para o pluralismo e para a alternância no poder.
Ficha Técnica
- Título: Terra Europa - temporada 3, episódio 14
- Tipologia: Reportagem
- Autoria: João Damião / João Fontes / Paulo Nunes
- Produção: RTP
- Ano: 2025