Lisboa, porto de abrigo para os refugiados de guerra

Judeus e opositores ao regime nazi fugiram para Portugal durante a segunda guerra mundial, aproveitando a neutralidade nacional. Nesse período Lisboa acolheu gente anónima, mas também espiões, diplomatas e figuras da realeza europeia que aqui procuravam uma estabilidade impossível nos seus lugares de origem.

Fotografias, documentos, trajes e objetos de decoração, reproduções de cartazes publicitários, mobiliário comercial, doméstico e urbano, maquinaria de comunicação, acessórios e filmes sobre o papel da cidade no tempo da segunda guerra mundial foram exibidos na exposição “A última fronteira, Lisboa em tempo de guerra” (2013).

Nesta reportagem, a Margarida de Magalhães Ramalho conduz-nos numa visita guiada com o objetivo de mostrar como viveram  e o que fizeram refugiados e outras personalidades que passaram pela capital portuguesa durante o conflito.

A historiadora (comissária da exposição, com António Mega Ferreira) explica, por exemplo, a importância que assumiu o posto de correios, um local central para quem queria dar e receber notícias de familiares e amigos. Havia ainda o longo rastro da burocracia a que os refugiados estavam sujeitos para se manterem no país ou o não menos complicado caminho que tinham de percorrer para o conseguir  abandonar em direcção a outros destinos.

Conhecemos ainda algumas das personalidades, nomeadamente, espiões, actores e diplomatas, que passaram pelo país durante o conflito, já que este foi também – graças à sua neutralidade – uma porta de entrada e saída de e para uma Europa em guerra.

Margarida de Magalhães Ramalho é licenciada em História da Arte e também responsável pelo Museu Vilar Formoso, Fronteira de Paz, dedicado ao tema dos refugiados que chegaram a Portugal durante a II Guerra Mundial.

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Ficha Técnica

  • Título: Exposição em Lisboa sobre refugiados da II Guerra Mundial
  • Tipologia: Entrevista
  • Autoria: Raquel Ramalho Lopes
  • Produção: RTP
  • Ano: 2013