Mutilação genital feminina – experiências de viva voz
São sobretudo mulheres guineenses que encontramos em Portugal sinalizadas na condição de mutiladas nos seus órgãos genitais. Uma prática segundo a qual a mulher ascende à sua condição feminina plena e é aceite pela sociedade. É proibida, mas o peso cultural ainda fala mais alto, como mostram as vítimas nesta reportagem.
Maria e a Mara são nomes fictícios dados a duas mulheres que, sem exporem a cara, testemunham as suas experiências. Ambas foram alvo de corte pela fanateca – a pessoa que faz a prática. A mutilação genital feminina (MGF) refere-se à remoção parcial ou total dos órgãos genitais externos femininos sem justificação médica. Por norma, a excisão é feita com uma lâmina ou faca e sem qualquer anestesia.
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Pertencem a agregados sociais onde a mutilação genital feminina é um passo essencial para passarem a vistas com bons olhos por parte da comunidade. Ambas garantem que as suas filhas não serão submetidas a este procedimento. Trata-se de uma prática ancestral que envolve questões de beleza, pureza, religião e que expõe desigualdade entre os sexos. É levada a cabo, sobretudo, entre comunidades muçulmanas.
Nesta reportagem, Fátima Baptista, enfermeira especialista em saúde materna e obstétrica da Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, dá conta das mulheres lhe aparecem com esta condição que é reconhecida, mas em nada interfere com o tratamento de que são alvo as pacientes. Apesar de ser uma violação aos direitos humanos e proibida na União Europeia, milhares de meninas continuam em risco de sofrer mutilação genital em vários países europeus.
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Ficha Técnica
- Título: Telejornal 08-02-2025
- Tipologia: Reportagem
- Produção: RTP
- Ano: 2025