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Pompeia, onde a história se reconta

Foi há dois mil anos que, aos pés do Vesúvio, Pompeia desapareceu da face da terra. O vulcão adormecido engoliu uma cidade que, hoje Património da Humanidade, continua a renascer das cinzas. Descoberta em meados do século XVIII, as escavações perduram e a história é recontada.

Pompeia, a cidade do Império Romano situada perto de Nápoles, em Itália, esteve escondida durante 1600 anos, após a brutal erupção do Vesúvio, adormecido durante 7 séculos. Cinzas e lava protegeram as construções que voltariam a ver a luz do dia pela mão dos arqueólogos, proporcionando uma ideia detalhada da vida numa cidade dos tempos da Roma Antiga e sendo, por isso, um dos locais mais visitados do mundo. Escreveu-se a sua história em livros, conta-se nas escolas, imortalizada em versos.

Embora se pensasse que as escavações, levadas a cabo durante mais de 2 séculos, tinham trazido à vida os segredos da cidade soterrada, o “Grande Projeto de Pompeia”, totalmente financiado pela União Europeia, no valor de 104 milhões de euros, permitiu reescrever a história. Além de novas obras de arte como frescos com pinturas extraordinariamente bem conservadas na Casa de Júpiter ou o uso de chumbo em painéis, por exemplo, a própria data da erupção vulcânica teve de ser alterada devido às novas descobertas.

Nas ruínas de Pompeia destacam-se alguns templos, a basílica, o fórum e as termas, além de algumas casas de famílias ricas em ótimo estado de conservação. Os frescos e painéis com pinturas eróticas vieram dar novas pistas ao mundo artístico sobre as tendências da época. No celeiro do fórum podem encontrar-se restos arqueológicos variados, além dos corpos em pedra das pessoas que ficaram presas na lava do vulcão.

Ficha Técnica

  • Título: De Lisboa a Helsínquia - Itália
  • Tipo: Reportagem
  • Autoria: Raquel Morão Lopes / Rui Violante
  • Produção: RTP
  • Ano: 2019

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