Gil Vicente e o julgamento da sociedade portuguesa do século XVI
O poder está condenado às penas do inferno neste auto de Gil Vicente. Corruptos, ladrões, ociosos, vaidosos, todos os que não têm escrúpulos são clientes do diabo. Mas, com ou sem pecado, os mortos que chegam ao cais querem seguir viagem no batel do anjo,
“À barca, à barca”, convida o diabo, ansioso por recrutar mais passageiros do que o anjo, que está ao seu lado, no ancoradouro. Os dois aguardam os mortos, os que acabam de perecer, e que por eles vão ser conduzidos ao outro lado do mundo. Quem se livrará do inferno? Na longa marcha, todas as classes sociais são julgadas e o poder não é poupado ao julgamento nem à crítica de Gil Vicente, dramaturgo da corte do século XVI.
Neste excerto da série “Grandes Livros”, acompanhamos a abertura do “Auto da Barca do Inferno” e a caracterização da figura do diabo.
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Ficha Técnica
- Título: Grandes Livros - O Auto da Barca do Inferno
- Tipologia: Extrato de documentário
- Produção: Companhia de Ideias
- Ano: 2009