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"Navegações", de Sophia de Mello Breyner Andresen

Este conjunto de poemas começou a desenhar-se no final da década setenta, durante uma viagem de Sophia a Macau, onde iria falar de Camões. Navegações evoca a expansão marítima portuguesa, mas também conta a experiência da escritora como viajante.

Mais do que a história da descoberta física de territórios, esta obra centra-se no encontro e na descoberta do outro, no olhar “que às vezes está pintado na proa dos barcos”, como a autora viria a dizer mais tarde. E quem melhor do que os portugueses teve essa experiência, em múltiplos lugares, com distintos povos?

Foi precisamente em viagem, maravilhada com a vista área do Vietname, que Sophia de Mello Breyner Andersen conseguiu inspiração para estas Navegações. Convidada pelo Conselho da Revolução para discursar em Macau, nas celebrações do dia de Camões, a poetisa sentiu o encantamento pelo oriente, sentimento que – provavelmente – outros tinham encontrado muitos séculos antes.

O centro desta obra é, assim, aquilo a que a autora chamou aletheia, termo grego que significa desocultação, no sentido da descoberta do ser verdadeiro. “É o espanto da descoberta do novo, do outro, do que não somos nós”, como se refere neste episódio da serie Grandes Livros. Como noutros textos de Sophia, somos fascinados pelo seu olhar para o mundo, com uma linguagem simples, carregada de luz, e em que o mar é sempre protagonista.

Ficha Técnica

  • Título: Grandes Livros
  • Tipo: Documentário
  • Produção: Companhia de Ideias
  • Ano: 2009

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