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Avieiros, o povo das margens do Tejo

Os avieiros iam para fora, cá dentro. E ainda que com uma vida sofrida, fizeram dos barcos as suas casas, transfiguraram as margens do Tejo e o peixe do rio saltou para o prato de muitos portugueses. Mas esta é uma história quase toda passada. No século XXI já só perto de Lisboa é possível encontrar avieiros. A poluição acabou com esta peculiar forma de vida em boa parte das margens do rio.

Migraram há mais de 100 anos para o Tejo, que agora, poluído acima de Santarém, já não serve como forma de vida para a pesca. Primeiro vinham só durante o inverno. Deixavam o mar agreste da praia de Vieira de Leiria. Elas remavam, eles tratavam das redes. Havia linguados, enguias e muitas fataças.

Fizeram dos pequenos barcos, casas. Lá comiam e dormiam, lá tinham os filhos. Sofreram tormentas e viveram uma vida pobre, mas criaram uma alternativa à perigosa pesca marítima. Hoje, os barcos de madeira deram lugar aos de fibra, mas o peixe é muito menos e já só é forma de vida perto de Lisboa, onde as correntes do mar invadem e limpam o rio.

Neste programa “Linha da Frente” conta-se a história dos “ciganos do rio”, assim apelidados por Alves Redol que descreveu no livro “Os Avieiros ” esta história de migração interna que começou no século XIX.

Ficha Técnica

  • Título: Linha da Frente - Aquém Tejo
  • Tipo: Reportagem
  • Autoria: José Ramos e Ramos / Carlos Pinota / José Marques de Almeida / Paulo Lourenço, Pedro Ribeiro / António Nunes
  • Produção: RTP

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